
A noite, à janela, sinto o vento frio da madrugada.
Há um silêncio enorme.
Observo a lua solitária no céu escuro.
Mais além, são as luzes das estrelas distantes.
A Terra, nesta hora, é digna da paz que se mostra no universo.
Deixo-me absorver por minhas dúvidas.
Imagino mil possibilidades para o mundo que admiro.
Fantasio outras vidas, outras terras.
Que haverá próximo àquela estrela? E daquela outra?
E mais aquela terceira? São tantas, são infinitas...
Deus, como saber? Como conhecer, Senhor
Tantos mundos, tantos infindáveis mistérios?
Seria preciso aceitar alguma espécie de filosofia, religião,
Ou mesmo a tudo o que for conhecimento?
Ou não querer nada disso e simplesmente deixar-se morrer?
Nos meus devaneios, chego mais longe
E acredito num dia em que conhecerei
A todas as estrelas, a todos os planetas, a todas as galáxias do Cosmos
E, depois disso, só haverá Tu, Luz Divina, Meu Criador,
E em Ti descansarei pela noite eterna.
